“Psycore pra mim é Amor, é Equilíbrio”

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Podemos dizer que Curitiba é um grande celeiro quando o assunto é DJanes psicodélicas. Temos grandes referências como Anginha, Luana Cherry, Laimana, Mandhara e recentemente conheci a Ariene Vitória, mineira responsável pelo projeto Nala.

Com seu psycore “iluminado” ela consegue contagiar a pista logo nas primeiras batidas de seus sets. Consegue arrancar sorrisos a cada virada e fazer a pista literalmente transcender, algo bastante incomum nesta linha sonora.

Através do Projeto Nirvana, produzimos um aftermovie de sua apresentação na última edição da Shiva. Abaixo você pode conferir este material e um bate papo que tivemos.

Como surgiu o Nala?
Nala surgiu com o novo Ariene. Com toda a mudança, tanto de cidade quanto pessoal.

Muitos não sabem, mas Nala vem do africano, que significa o poder da mulher negra, da força e coragem de encarar tudo de peito aberto que herdamos da nossa grande miscigenação, que seria hoje o retrato do meu som. Uma mistura de todas as tribos.

https://soundcloud.com/naladjset/experimento

Quais são suas principais referências?
Começamos pelas nossas rainhas do Psycore brasileiro, Analua, Elvenfolk, continuando pelo nosso Brasil, Toadstool, Chaostrophob, Black Phillip, Yamodoovoom, Leoncore, Gangore, Project 444, entre vários outros. Indo para fora, Plankton, Luulli, CinderVomit, Mirror Me, Neorm.

São vários artistas, até porque, não consigo seguir uma linha, acho que musica é isso, uma mistura de sentimentos e emoções.

Por que Psycore?
Psycore pra mim é Amor, é Equilíbrio.

As pessoas tendem a ver escuridão nesse som, só que se esquecem que somos feitos de luz e também escuridão. Vejo nessa linha exatamente esse equilíbrio, ele é alegre, é triste, na verdade, é como qualquer outro som, ele é o seu eu.

Como explicar seus sets para o publico?
Na verdade queria explicar até pra mim mesma rsrs. Conforme disse, não sigo uma linha uniforme digamos, gosto de brincar nas linhas. E é aquela coisa que vem de dentro, sempre coloco muito sentimento na hora de separar, montar, então vem muito da hora.

O que espera transmitir para o publico?
A mesma coisa que senti quando peguei pela primeira vez um som de psycore na pista: Alegria, euforia e libertação.

Aquele som que te faz extravasar pelos seus altos bpm, mas ao mesmo tempo, te faz abrir um sorriso no rosto e ir.. só ir.

Como você enxerga a cena de highBpm aqui pela região, existe visibilidade?
Venho de uma cidade pequena de Minas Gerais, quando cheguei aqui em Curitiba fui realmente pega de surpresa. Existe um grande publico aqui pro HighBpm, sem contar nos grandes nomes da cena, entre vários outros ( assim como eu ), que chegaram por agora e estão ai, trabalhando para o seu espaço.

Existe alguma festa que mais lhe marcou até agora?
Cada festa é única, cada publico é uma troca de energia muito forte. Se tenho que citar uma, seria a Shiva — Fire Edition. Não consigo explicar a energia que rolou nesse evento, foi realmente surreal.

Quais os planos para o próximo ano?
Trabalho, trabalho e muita dedicação. Sempre cito uma coisa, que é de grão em grão que chegamos no lugar que é pra ser chegado e só com esses dois que conseguimos.

Cite três tracks que fizeram parte de seus últimos sets:
Leoncore — Canção da mãe terra, Plankton — Midst of chãos e Yoshua — Liars

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