Neomorph lança novo EP “Twilight Manifesto”

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Enquanto alguns artistas se acomodam com o lockdown imposto pelo COVID, outros arregaçam as mangas, colocam as mentes pensantes e psicodélicas para trabalhar.

Não importa se você é produtor ou não, se trabalha com música, video ou dança o importante é estar em constante evolução com a sua arte e este momento que estamos passando não pode ser visto como uma desculpa para uma pausa. Pelo contrário, este está sendo um ótimo momento para testar suas idéias e para também expo-las a amigos e todos os contatos.

A cena eletrônica irá voltar e a tendência é de que os núcleos comecem – FINALMENTE – a enxergar e valorizar ainda mais os artistas locais e esta pode ser uma ótima oportunidade para você e seu projeto.

Os gaúchos Rúbia Souza e Renato Garrido responsáveis pelo projeto Neomorph seguiram a risca esta receita e acabaram de lançar o EP Twilight Manifesto. São três tracks repleta de grooves e muita, mas muita psicodelia.

Recentemente tivemos o lançamento do novo álbum “Twilight Manifesto”, como foi o processo de criação?

Foi sem duvida um dos processos mais focados e minuciosos que tivemos o prazer de fazer! Com a quarentena tivemos muito tempo (MUUUUUUITO TEMPO) para idealizar o projeto deste álbum.

Apos saturar de tanto produzir tivemos um hiato de algumas semanas e então começamos a compor este EP. Foi o nosso primeiro álbum 100% feito na plataforma Cubase, um dos softwares mais clássicos de produção. Nossa produção normalmente é feita no Ableton mas por causa da pandemia já estávamos enjoados de fazer no mesmo software.

Quase todos  timbres são analógicos feitos com sintetizadores que produzimos e recentemente Tivemos a mentoria e masterização feita pelo grande Fabio Siqueira aka Baphomet Engine, um dos mais antigos na cena underground nacional.

Deixamos a arte da capa para o grande Eduardo Menezes (wave savage) manager da Santo Grau Records que conseguiu representarmuito bem a vibe das tracks visualmente.

Como surgiu a ideia para o nome?

A maior influencia do nome é uma banda de ska que gostamos muito chamado “street light manifesto” juntamos com “twilight” que é a subvertente do projeto e aqui estamos.

Dificilmente um nome representou tanto como esse nossos trabalhos.

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O álbum possui três tracks existe alguma predileta?

Sem duvidas nossa predileta é a faixa “lockdown“. O jeito que o groove vai progredindo nesta track junto com a atmosfera da musica cria uma vibe que gostamos muito na pista. Mesclando muito groove com a introspeção psicodélica.

A track Lockdown tem a ver com o nosso atual momento?

Sim! O distanciamento social mexeu com a nossa cabeça! Fizemos isolamento desde o inicio da pandemia, a ultima festa que nos apresentamos foi a Garden Festival, quando chegamos em casa depois do rolê recebemos a noticia do covid-19.

Fomos bombardeados por noticias negativas e nos enterramos no nosso home estúdio. Posso dizer que que os últimos meses apesar da situação terrível que o mundo se encontra para nós tem sido incrível musicalmente.

Estamos com muito mais sincronia um com o outro e isso se reflete nesse álbum! A pandemia deu mais tempo para nossas produções e para curtir os pequenos detalhes que nos cercam.

Que histórias existem por trás de cada track?

Nenhuma das tracks possui vocal então para nomear as mesmas normalmente usamos nomes que representam algum sentimento ou atividade recente.

A primeira faixa “Hashmakers” tem esse nome porque logo no inicio da pandemia teve a terrível crise de cannabis no Brasil e nós em nossas alucinações imaginávamos como era ser um produtor de hash (risos)!

A “Lockdown” já explicamos na pergunta a cima e “Multiverse” tem a ver com a diferença que cada projeto tem entre si como se cada um fosse um universo diferente.

Este é o primeiro trabalho com a Santo Grau Records, como surgiu a parceria?

Nossa historia e a da gravadora se entrelaçaram desde o inicio já compilamos alguns VAs para a gravadora e fizemos a gestão de alguns lançamentos de amigos, mas de fato esse é o primeiro EP lançado na label.

A Santo Grau é uma das pioneiras no RS porque foi a primeira a lançar artistas de hibpm no estado, na época em que não existiam muitas gravadoras de psytrance underground no estado.

Vocês já lançaram outros álbuns como vocês enxergam a evolução do projeto a cada lançamentos?

O projeto Neomorph vem consolidando cada vez mais seu estilo, do primeiro release ao Twilight Manifesto obviamente a qualidade sonora evoluiu, mas sempre mantemos nossas características: o arranjo mais melódico e Groove nas produções.

Conforme fomos aprendendo outras técnicas e ouvindo dicas de produtores mais antigos, a cada lançamentos buscamos mais nitidez nos timbres e efeitos.

Como estão se adaptando com este “novo normal” sem apresentações?

São tempos muito difíceis! Simplesmente a cena que estava a todo vapor parou e com isso todos profissionais diretos e indiretos se viram em meio a uma crise sem previsão de retorno. Tínhamos uma frequência bem alta de festas e alunos, mas com a pandemia focamos em fazer streamings pelo facebook e aulas remotas via Zoom.

Tem funcionado, mas nem perto do que era antes.

Além do projeto Neomorph vocês também possuem outros projetos paralelos como o Black Mandala e Evilporks. Existe algo no forno para estes projetos também?

Estamos tentando manter a frequência de produção dos três, mas obviamente é impossível.

Para esse ano provavelmente saí alguma coisa do Black Mandala e algumas tracks soltas em VAs por ai. Mas, por hora estamos de lua de mel com o nosso novo ep do Neomorph!

Algum recado para quem está lendo esta entrevista?

Gostaríamos de agradecer a você por ter nos convidado para essa entrevista, ficamos muito felizes de participar!

Também gostaria de agradecer ao Fabio (Baphomet Engine) pelo trabalho brilhante na master das tracks e todo apoio!

Ao Eduardo (Wave Savage) pela arte e parceria nesse trampo e a todos que acompanham nossa trajetória psicodélica!

Gratidão a todos!

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