Alcatéia: uma crew e festas com muita essência e psicodelia.

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Nosso primeiro contato com núcleo da Acatéia foi no começo deste ano na edição de Abril do Itech Festival. Chamaram a Artemísia para realizar uma performance e logo no inicio das tratativas percebemos o comprometimento e a responsabilidade que a crew tem com seus contratantes.

Estávamos ainda com o nosso motorhome com a montagem do antigo dono, nunca havíamos dormido nele e quando chegamos lá o suporte que a organização nos deu foi incrível. Nos sentimos totalmente adaptados com a nova maneira de acampar e a Gaia se sentiu totalmente conectada com o lugar.

Após essa primeira experiência tivemos a nossa primeira edição da Alcatéia – A Era do gelo Fogo e que nos serviu para aumentarmos ainda mais a nossa conexão com a crew e com o Camping Terra da Lua.

Neste último final de semana a caminho de mais uma edição da Alcatéia, levamos um tremendo susto quando nossa van travou no meio da BR, ficamos sem freio e a única solução que víamos era enviar a van de volta para Curitiba e voltar de taxi junto com ela. Porém, como disse anteriormente, o suporte que a crew oferece não apenas para seus artistas, mas para o público em geral, é enorme. Em uma das trocas de mensagens com o Fábio, um dos responsáveis pela crew, o mesmo se propos a buscar a gente e nos disponibilizou uma barraca extremamente grande para abrigarmos nossas várias malas e a Gaia dormindo – SIM, ela ocupa um espaço de dois adultos na cama. A carona do Fábio não foi necessária, pois conseguimos alterar a rota do taxi do seguro para nos deixarmos no camping, chegamos exaustos no começo da noite e a barraca já estava lá montada nos aguardando.

São poucos os núcleos que nos dão todo esse suporte e atenção, principalmente quando estamos com crianças. Aqui pelo sul podemos contar a Advanced, Psycodélicos, Pessegodelia e a Alcatéia.

O Local:

O Camping Terra da Lua, é uma APA, lugar extremamente místico no meio da Serra da Esperança e acredito que grande parte da energia positiva dos eventos realizados pela crew se deve, exclusivamente, a este lugar. Um dos lugares que queremos voltar além do evento para conhecer um pouco mais junto com o Lucah.

A estrutura do camping acomoda muito bem o público, com duchas, sanitários e praça de alimentação. Para o próximo ano irá ocorrer uma ampliação nestas áreas e na atual pista principal – que irá se tornar alternativa – e uma pista principal maior será criada para novas experiências e contatos alienígenas.

O line up:

Atualmente e infelizmente, essa é uma das partes que para muitos é a mais importante no evento. Vemos que o público exige grandes nomes, muitas vezes até internacionais e acabam esquecendo de olhar os grandes produtores e dj set que temos pela nossa região e por esse brasilzão afora.

Tanto no Itech Festival como nas edições da Alcatéia vemos que a receita do produto regional e nacional, mistura de djs e bandas sempre rendem excelentes frutos na pista, e desta vez não foi diferente.

Destaques para o casal curitibano Amanah e Aquarium, o versus Cosmoetrik x Prodoctor, os dinossauros Dulio e Sutemi, o som extremamente reto do Golomp, o do gaúcho Lucas Piazer que podemos já considera-lo um residente e a sequência insana de Psique, Minimal Criminal e Fractal Joke.

Intervenções Artísticas

Nem só de DJ se vive na pista, e a crew sabe disso. É por isso que eles sempre abrem espaços também para outros artistas se apresentarem em seus eventos. Nesta última edição tivemos as performances da Artemísia Baubo, Babudélica e Natan Lichtnow.

Foto: instagram.com/pandoronalternative
Foto: instagram.com/pandoronalternative

A pista de dança:

O coração do evento fica envolto de árvores, muitas frutíferas onde é possível colher frutas e comer enquanto dança e a poucos metros da cachoeira, então quando quiser dar uma respirada é possível se deslocar até lá para se refrescar e se (re)ernegizar. O terreno é um pouco íngrime, mas nada que alguns minutinhos com a perna para cima em casa não resolvam, mas de acordo com a organização nas próximas edição já teremos uma pista mais nivelada.

Foto: instagram.com/pandoronalternative

Algo raro nos dias de hoje é que não encontramos cadeiras na pista, o público vai realmente para dançar e isso anima a todos que estão se apresentando naquele momento pois sabe que não precisa se comportar pois não está em um teatro.

O público

Quando optamos em levar a Gaia pela primeira vez em um evento do porte que foi o Itech, imaginamos como seria o contato dela com o público o cuidado que teríamos que ter com o que ela poderia ou não ver, pois há anos nesta cena já vimos todos os tipos de pista, front, camping….

Para nossa surpresa o público recebeu muito bem ela na pista e em todo o espaço, sempre cuidavam do que estavam fazendo para não expor muito mais que o necessário para ela e isso foi algo que nos chamou muita a atenção.

O fato de não existir cadeiras na pista é outro ponto, que não deveria, mas que também nos chamou a atenção. Quem está na pista está lá para dançar e para sentir a música. A pista fica mais cheia durante a noite e nas madrugadas, desta vez quem recebeu os humanos foi um polvo gigante e uma tenda bem colorida que brilhava mais ainda com as luzes negras.

Confira abaixo alguns clicks feitos pela Pandora Photography e Projeto Nirvana

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